Contágio do preço do petróleo e dos mercados financeiros nas economias da Aliança do Pacífico durante as duas primeirasdécadas do século XXI
DOI:
https://doi.org/10.18046/j.estger.2025.174.7030Palavras-chave:
contágio financeiro, Aliança do Pacífico, testes de comovimento, taxa de câmbio, mercado de ações, mercado de petróleoResumo
Esta pesquisa estuda se as flutuações nos preços do petróleo Brent se propagaram para os mercados cambial e acionário da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México, Peru) entre 2000 e 2019. Esse período inclui a formação do bloco e exclui a mudança estrutural provocada pela pandemia de COVID-19. Utilizam-se Modelos VAR estruturais para filtrar os retornos mensais, e aplicam-se oito testes de contágio: correlações de Pearson, Spearman e Kendall; correlação ajustada de Forbes-Rigobon; estatística bootstrap gaussiana local; teste de covolatilidade X²; e dois testes de cosesgo de terceira ordem. Os regimes de calma e crise são identificados por meio do algoritmo de alta/baixa de Lunde-Timmermann e do classificador de volatilidade realizada de Mohaddes-Pesaran. Os testes são replicados excluindo a crise financeira global de 2007-2009. Os resultados mostram uma marcada assimetria: o contágio cambial é forte e persistente no México e no Chile, moderado na Colômbia e esporádico no Peru. Em contraste, o contágio acionário é significativo apenas na Colômbia e no Peru. Esses achados indicam que respostas políticas homogêneas dentro da Aliança podem não ser eficazes e que os investidores devem cobrir riscos cambiais e acionários de forma diferenciada.
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